PESCARIA NA "BOCA DO RIO" MEARIM.

25/02/2013 09:53

       

O curso inferior no rio Mearim é rico em pescado. Peixes de várias espécies e tamamhos podem, ainda, mesmo que minguando ano a ano, ser encontrados nesse trecho mearinense. Espécies como o surubim, bagre, gurijuba (peixe que o professor Adenildo está segurando na foto acima), mandí, mandubé, tubajara, além de peixes escamados como a pescada e a pirapema.
Semanalmente, vários igarités - pequena embarcação típica dessa região - singram o rio em direção a sua foz, para fazer pescaria comercial. Os pescadores chegam a passar até dez dias pescando. Conseguem encher, em média, 12 caixas de pescado por pescaria. Todo esse pescado é vendido em Arari, Vitória do Mearim, ou é exportado para a capital do estado, São Luís.
Durante a expedição científica à "Boca do Rio" Mearim, que realizamos em parceria com o professor Isidoro Filho, em 2010 e 2011, encontrou-se vários pescadores, que há dias estavam a pescar nessa região. Conversamos com muitos deles com o intuito de saber mais sobre sua profissão, e depois aproveitamos para comprar peixes que tinham acabado de serem pescados. Os pescadores nos disseram que a quantidade de pescado está menor e o tempo que levam pescando está mais longo, devido a escassez de peixe. "Há uns anos atrás, passavamos 3 dias pescando e nesse período enchiamos 12 caixas de peixe. Hoje nós passamos até duas semanas aqui pescando direto e às vezes não conseguimos encher nem 10 caixas de peixes", assim nos disse o senhor Ananias, pescador vitoriense.
Um fato lamentável é que os pescadores, após deixarem esse trecho do rio, deixam, também, uma grande quantidade de lixo em suas margens, sobretudo embalagens plásticas e de vidro. Quando perguntamos aos pescadores se não era melhor acomodar o lixo que eles produzem na embarcação e levarem de volta consigo, a resposta foi a seguinte: "Aqui não tem moradores, então esse lixo não irá incomodar ninguém", respondeu-nos um pescador. Isso mostra-nos o quanto os pescadores não têm, ou não querem ter, sensibilidade ambiental. Vários fatores contribuem para a diminuição do pescado, como, assoreamento do rio, devido a erosão das margens; pesca com aparatos predatórios, rede de arrasto e  calabouço, por exemplo. Os pescadores, na sua maioria não respeitam o período da piracema, que vai de dezembro a março, onde os peixes estão desovando. Todos os pescadores recebem o seguro defeso, mais, mesmo assim, contrariam de desafiam a lei.

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